SUICÍDIO: A FALSA SOLUÇÃO DO PROBLEMA


“Quando você quer morrer, não pensa na dor que as pessoas que gostam de você sentirão e sim no alívio que vai dar a eles”
A escritora paulista Stella Florence, 40, viu a morte bem de perto quando tinha 24 anos. “Eu era muito apaixonada por um cara e nós fomos para o Rio de Janeiro passar uns dias. Numa noite, ele estava muito alterado e quis transar comigo. Eu recusei e ele me bateu e fez sexo comigo à força. Eu me senti péssima. Depois disso, ele chegou em casa com uma mulher muito bonita. Aí que fiquei arrasada de vez. Quando eles saíram, só tive forças para chegar até a varanda do apartamento e me debruçar. Quando fui pular, um copo de vidro que estava ao meu lado se estilhaçou, do nada. Isso me assustou e ajudou a sair do transe. Percebi que, quando você quer morrer, não pensa na dor que os outros vão sentir e sim no alívio que vai dar. Pensa que as pessoas vão ficar melhor sem você, sem sua presença triste, nefasta”, desabafa Stella.

M.R., 32, designer, tentou o suicídio por overdose aos 22 anos. “Desde que eu era adolescente sofria pela falta de compreensão da minha família e amigos. Eu me senti excluída por todos e até de mim mesma. Isso gerou um grande conflito de personalidade. Quando a gente está deprimida tenta fugir completamente da realidade. E vale tudo!” – revela M.R. Aos 22 anos, ela teve uma nova fase de depressão. Foi a época em que se envolveu com drogas. “Eu quis acabar com meu sofrimento e apelei para as drogas pesadas. Mas alguma coisa me impediu de morrer. Depois disso, descobri que todo buraco tem mola e virei a mesa. Hoje não me deixo mais afundar...”, finaliza.

A maioria das tentativas de suicídio é cometida pelas mulheres

A explicação, segundo a psiquiatra Alessandra Diehl Reis, da Universidade Federal de São Paulo, é que os homens buscam formas mais brutais de suicídio, como tiro ou enforcamento. Raramente as mulheres usam essas técnicas, preferem os soníferos, e, portanto, têm mais chances de serem socorridas e sobreviver. Para a psicóloga Rejane Bronhara Puttinni, diferentemente do homem, a mulher quando não consegue mais expressar suas emoções ligadas a fatos que a contrariam, acaba se fechando. "Elas realmente adoecem e é uma tristeza muito profunda no coração, no sentimento e na emoção", conta a psicóloga.

Por Gisela Rao
Reportagem publicada originalmente no Portal iTodas

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3 comentários :

  1. Hj eu estou passando por uma situação que não desejaria a ninguém a de ser o causador da decepção de toda a minha família, minha mulher, minha mãe todos a quem eu era até um herói. Diferente das outras pessoas que sempre são vitimas eu sou o que fiz mal e acho q realmente seria um alivio não mim terem mais a vista vejo isso porque ninguém consegue falar comigo de tão decepcionados. Achei esse site pra desabafar com as pessoas, pra ver se depois de falar do assunto eu mudasse de opnião mais estou convicto do esta faltando coragem.

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  2. Meu Deus, o anônimo aí de cima descreve uma situação que é exatamente a mesma pela qual estou passando. O sentimento de culpa e fracasso destrói toda a vontade de lutar por não nos vermos como merecedores de paz.

    Eu me odeio tanto. Pena que é tarde demais para desfazer o mal que eu fiz à minha família, por pura insensibilidade ferir as únicas pessoas que me amam. O medo de ferí-las ainda mais é o que me impede de dar cabo à minha vida.

    Mereço toda a dor pela qual estou passando.

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  3. Boom Tenho so apenas 16 Anos' Teenteei mee Maata Varias Vezes' Miinha Viida Aparece.qe Nao Teem Raazao pra Nada' Nao trnho Momentos Felizes' Apenas Briga' Ninguem Mee Apoia em Nada' Tudo Qe Acontece é minha Culpa' Sou um Estorbo' Nossa Qee Deeus Mee Ajude' Naao irei Aguenta

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