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A VISÃO ESPIRITUAL SOBRE O SUICÍDIO

Por trás de cada ato há sempre uma força-poderosa, que chamamos de motivação. É a motivação que determina cada ato de nossas vidas -- não apenas o suicídio. Como sempre afirmo, há uma lei natural de causa e efeito, ou seja, a ação é resultado direto da motivação.

No caso de doentes em estado terminal, ou de pessoas de idade avançada, algumas cometem suicídio para evitar que suas famílias gastem dinheiro, tempo, ou passem por muito sofrimento. Essas pessoas não estão conscientes do aspecto espiritual de suas ações. Talvez, antes de chegarem ao plano físico, os membros da família tenham acertado entre si determinadas condições, com o objetivo de desenvolver em grupo e mutuamente o seu carma. Ou talvez algum deles precisasse passar pela experiência de dar amparo a um doente. 

Alguns argumentam que, dependendo do caso, o suicídio administrado é a melhor alternativa -- interrompe o sofrimento e propicia uma morte digna. Mas quem pode exercer o papel de Deus? Como podemos saber se aquela alma não escolheu passar pela experiência de uma doença fatal para purificar seu carma? Se abreviarmos o tempo natural de alguém no plano terreno, nunca saberemos se não estamos, com isso, impedindo que algo de valor seja aprendido, ou se aquela experiência, em especial, seria necessária para atingir um plano superior.

Todas as vezes que ocorre o suicídio, a alma deverá retornar para reaprender aquela experiência interrompida, ou seja, precisará voltar em outra existência e passar de novo pela mesma provação, algo similar. A provação pode não ser tão extremada como a que experimentou na existência anterior, porque parte dela já foi vivenciada. Geralmente, o espírito precisará esgotar a doença, para nunca mais voltar a tê-la.

Há duas exceções, entretanto:

1. Se o suicídio foi cometido por indivíduos que sofriam de doenças mentais ou de algum desequilíbrio bioquímico. Em tais situações, essas pessoas estariam com sua capacidade de decidir comprometida. Quando passam para o outro lado, descobrem-se em uma espécie de abrigo, onde recebem o auxílio de que precisam para curar-se. Com isso, suas almas recuperam sua integridade natural.

2. A segunda exceção ocorre quando a alma retorna ao mundo físico antes do momento apropriado e, ao contrário do que acreditava, não tem maturidade suficiente para lidar com as lições por que irá passar. Mesmo quando a alma acredita possuir a força necessária, chega ao plano terreno e é acometida de um sentimento de inadaptação. As pessoas com esse tipo de deficiência freqüentemente, antecedendo sua morte, começam a dizer coisas como: "Eu não me encaixo em nada!" ou "Acho que nasci no tempo errado!".

A natureza de uma alma a leva a crescer e a aprender. Por isso, sempre trazemos para a vida determinadas situações que precisamos superar ou para as quais precisamos buscar o equilíbrio. Se nos déssemos conta de que, no plano terreno, é normal vivenciarmos algum tipo de sofrimento, seja físico, mental ou emocional, e de que o suicídio não elimina essa condição, acredito que haveria menos casos de pessoas tirando suas próprias vidas. Precisamos nos conscientizar, e especialmente nossos jovens, sobre o erro do suicídio, e sempre acentuar a responsabilidade que temos de viver nossa vida plenamente.
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Nota : Editor

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2 comentários:

  1. Eu mesmo não vejo mais valor na vida.Estou aqui apenas pra não decepcionar os médicos que me ajudaram, meus pais e minha irmã.Mais nada.No momento não sinto mais valor em nada.Só 1 depressão.

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  2. O Grande dilema do Suicida reside na vontade de abandonar essa vida que lhe parece tão dolorosa, má, triste, injusta ou desgraçada, MAS não há como saber o que lhe espera do outro lado, pois se houvesse a certeza de que EXISTE DE FATO UM INFERNO e que todo suicida cairia dentro dele, certamente 90% dos intencionados desistiriam. Todavia, existe a possibilidade de não haver NADA ALÉM DESSA VIDA DESEPEDAÇADA e aí não faz sentido algum insistir nesse sofrimento sem razão. Um grande e nebuloso mistério envolve a fronteira que separa a vida da morte e tudo se resume numa questão de FÉ NA VIDA E NO DEVIR ou na DESCRENÇA ABSOULTA. Eu já tive pensamentos suicidas, já atravessei momentos terríveis de dores, perdas, sofrimentos, pobreza, desencanto e tanto mais; mas hoje, aos 48 anos, velho, solitário, pais mortos, quase sem amigos, eu tenho a mais absoluta certeza de que mesmo sendo a vida tão perigosa, espinhosa e dolorosa ainda é o melhor presente que a natureza — e quem sabe, Deus — nos concedeu, por isso, vale a pena enfrentar e superar tudo e seguir adiante porque viver é algo mágico, sublime e único. Hoje, o sofrimento e a dor que sangram em mim são por saber que o tempo me arrasta em sua correnteza e que eu quero viver PARA SEMPRE. Ah, se mil vidas eu tivesse, Lestat!!! Aos que precisam de uma palavra de alento, de uma mão estendida, de uma força, de um abraço, façam contato pelo e-mail moacirfelisb@hotmail.com. A todos o meu abraço afetuoso. E que a vida grite bem mais alto que a morte silenciando nossa dor de existir

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