UMA REFLEXÃO SOBRE TRANSTORNOS EMOCIONAIS

No vídeo acima, o psiquiatra Sérgio Belmont fala sobre os sintomas da depressão e como ela pode ser tratada

Depressão, ansiedade, pânico, TOC, bipolaridade, esquizofrenia, doença de Alzheimer e abuso de álcool, crack e outras drogas estão entre os mais comuns e incapacitantes distúrbios mentais, que, somados, atingem uma em cada três pessoas, ao longo da vida. Por falta de conhecimento ou receio, no entanto, esses males tão comuns não são devidamente diagnosticados e tratados, na maior parte das vezes. Para fornecer informação qualificada sobre o assunto, em linguagem acessível, a jornalista Naiara Magalhães e José Alberto de Camargo lançam, pela Editora Gutenberg, o livro Não é coisa da sua cabeça, um guia detalhado sobre o complexo território dos transtornos da mente, destinado a todos os que se interessam pelo assunto.
Para o médico e escritor Drauzio Varella, que assina a quarta capa da obra, Não é coisa da sua cabeça apresenta os transtornos emocionais “com muita propriedade” e assume o propósito de “servir de orientação para todos nós que lutamos para manter a sanidade num mundo cada vez mais enlouquecedor”. “É um livro muito interessante, bem escrito, que trata das alterações da mente e do comportamento humano como se os autores conversassem com o leitor”, define.
Com o respaldo de trinta dos mais conceituados especialistas da área – entre médicos, psicólogos, terapeutas e pesquisadores, em sua maioria ligados à Universidade de São Paulo (USP) – e do relato de dezesseis pessoas que superaram ou estão superando um transtorno emocional, os autores identificam a tênue linha que separa atitudes e comportamentos considerados dentro do padrão de normalidade psíquica e aqueles definidos como desordens mentais. Ao longo de onze capítulos, o livro vai distinguindo ansiedades momentâneas, tristezas e desânimos passageiros, falhas de memória pontuais, manias, superstições e excentricidades inofensivas das doenças psíquicas, que trazem sofrimento para as pessoas, comprometem sua vida prática e interferem na vida dos que estão a sua volta. Testes recomendados pelos especialistas ajudam o leitor a avaliar se há em si sinais de alguma dessas doenças.
Além de discorrer sobre as origens, os sintomas e os tratamentos dos problemas mais comuns e impactantes nesse campo, o livro aborda as atitudes que os familiares podem tomar em benefício da pessoa em sofrimento, avalia a cobertura que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece – e deixa de oferecer – nos tratamentos de saúde mental, e dá dicas de como prevenir os transtornos da mente. Ao final, um glossário ajuda a entender termos do universo psíquico, como mente, alma, razão, emoção, personalidade, delírio, estresse, psicoterapia, psicanálise, psiquiatria, entre outros. Buscando afastar noções simplistas, segundo as quais as doenças da mente são vistas como falhas no caráter, fraqueza, frescura, ou simples “criações da cabeça das pessoas”, o livro abre as portas desse complexo tema para que os leitores percebam que qualquer um – até alguém próximo – pode ser acometido por alguma dessas dificuldades.

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3 comentários :

  1. Tenho 40 anos, de uns 6 meses para cá tenho tido vontade de morrer. Sou casada e vivo como se morasse com um estranho. Não tenho alegria e agora estou engordando cada dia mais. Tudo que sei é que quero morrer, pois viver para que?

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  2. A GENTE NAO QER IR PRO ENFERNO, SO NAO QERIA TER EXISTIDO POR QE NOS NAO ESCOLHEMOS SE QEREMOS NASCER PRA SOFRER...

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  3. Cansei!!! Cansei das minhas inseguranças, dos meus medos, das minhas tristezas, e sofrimentos; Cansei das pessoas e de tentar entendê-las, cansei de acreditar em vão de que tudo vai melhorar, cansei da minha casa, das minhas coisas,dos mesmos lugares, da minha família, da mesma "cara" feia e desanimada frente ao espelho, cansei do meu corpo, dos meus complexos, das minhas vergonhas, cansei de lutar e só fracassar. Cansei das músicas que gostava, dos programas que mais assistia, dos filmes que me prendiam a atenção. Cansei de "Deus" e cansei de me perguntar o porquê de eu ter nascido tão diferente das outras pessoas... Porque não sou como "fulano" ou "ciclano"?
    É como se tivese sido um erro de "Deus" me criar e me colocar aqui, pois me sinto um nada indo a lugar nenhum, sem competência alguma para desenvolver algo de bom, ou fazer com que as coisas dêem certo.Ando em círculos o tempo inteiro. O fracasso sempre fez parte da minha vida. Estou presa dentro de mim; Sou a minha maior inimiga, a pessoa que mais me odeia e que mais deseja a minha morte.

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