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DEPRESSÃO : JOVENS TEM MAIS RECAÍDA

11/28/2010
Metade dos adolescentes que se recuperam de depressão tem uma recaída até cincos anos depois, não importando qual tenha sido o tratamento recebido. O dado é de um estudo publicado na revista "Archives of General Psychiatry".

A pesquisa mostra também que as meninas têm mais risco do que os meninos de sofrer um segundo caso de depressão. Isso surpreendeu os pesquisadores porque, na idade adulta, as mulheres não têm uma taxa de recaída maior do que a dos homens.

A nova pesquisa foi feita com 200 adolescentes de 12 a 17 anos que receberam antidepressivo (fluoxetina), terapia cognitivo-comportamental, ambos ou uma pílula placebo, por 12 semanas.

Os pesquisadores já sabiam que os adolescentes que tomassem antidepressivo e fizessem terapia ao mesmo tempo se recuperariam mais rápido de sua primeira depressão. Por isso, esperava-se que eles teriam menos risco de sofrer uma recaída.

Não foi o que aconteceu. Após 36 semanas, a melhora era similar para todos e, depois de dois anos, a maioria estava recuperada. Mas, em cinco anos, 47% dos jovens voltaram a ter depressão.

"Não temos tratamento para prevenir a recaída", disse o autor do estudo, o psiquiatra John Curry, da Universidade Duke. "E não temos um indicador que mostre, durante o tratamento, o quanto a pessoa está protegida contra uma recaída."

Curry disse que ainda não está claro o motivo pelo qual 57% das meninas voltaram a se deprimir, enquanto só 33% dos meninos recaíram.

De acordo com Aradhana Bela Sood, diretora do Centro de Tratamento para Crianças na Virgínia (EUA), isso pode estar relacionado com mudanças hormonais ou com o fato de as mulheres serem mais preocupadas, o que multiplica os efeitos de episódios estressantes. David Brent, professor de psiquiatria na Universidade de Pittsburgh, afirma que o estudo mostra a necessidade de um cuidado após o tratamento, para prevenir a volta do problema. Ele destaca ainda que, frente aos resultados, as terapias atuais não são boas o suficiente.

SUICÍDIO: CONHECER MOTIVOS PARA PREVENIR

11/20/2010

No Brasil, cerca de 9.000 pessoas se suicidam por ano – o que dá uma média de 24 casos por dia. Essas mortes trazem ainda outras vítimas e estatísticas: cada uma delas causa transtornos e consequências emocionais em pelo menos cinco pessoas. De acordo com especialistas, discutir o assunto e conhecer os fatores de risco são essenciais para prevenir novos casos.

Esses dados, que são considerados subestimados pelo Ministério da Saúde e pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), colocam o país entre os dez primeiros do mundo em números absolutos. Apesar disso, a taxa brasileira de suicídios, que mede o número de mortes a cada 100 mil habitantes, é considerada baixa se comparada a outros países. Se aqui esse índice é de 4,5, em países como Ucrânia e Rússia chega a passar de 30.

A taxa brasileira, no entanto, esconde variações significativas. Entre as mulheres, a taxa oficial é de 1,9. Já entre os homens é de 7,1. Com relação à faixa etária, o grupo que apresenta as taxas mais altas são os idosos. Para os que têm 75 anos ou mais, o índice passa dos 15.

Segundo a pesquisadora Cecília Minayo, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), as taxas elevadas entre os mais velhos ocorrem no mundo todo.

- Há vários fatores associados dos quais destaco: perda de parentes referenciais, sobretudo do cônjuge, solidão, existência de enfermidades degenerativas e dolorosas, sensação de estar dando muito trabalho à família e ser um peso morto, abandono e outros.

O suicídio não se limita a uma só razão – ele envolve várias questões. Para ambos os sexos, os principais fatores de risco são a depressão e transtornos mentais. De acordo com Cecília, algumas razões sociais também são apontadas, como morte de pessoa querida, isolamento, situações de dependência física ou mental, dentre outras.

Ela afirma que, no caso dos homens, a solidão e o isolamento social são os principais fatores associados.

- Muitos estudiosos consideram que as mulheres se suicidam menos porque têm redes sociais de proteção mais forte e se engajam mais facilmente que os homens em atividades domésticas e comunitárias, o que lhes confere um sentido de participação até o final da vida.

Transtornos mentais

Cecília afirma que, mesmo entre os idosos, tais fatores quase sempre estão interligados à depressão como causa ou como efeito.
A existência de transtornos mentais, de fato, é o principal fator de risco para o suicídio. Segundo estudo divulgado pela ABP, mais de 90% das pessoas que se suicidam apresentam também pelo menos um diagnóstico de doença mental.

Os transtornos mentais mais comumente associados ao suicídio são: depressão, transtorno do humor bipolar, dependência de álcool e de outras drogas psicoativas. Esquizofrenia e certas características de personalidade também são importantes fatores de risco. A situação de risco é agravada quando a pessoa apresenta mais de uma dessas condições.

Segundo Cecília, a participação dos familiares e amigos na prevenção da violência é fundamental. Eles podem colaborar na busca de tratamento para depressão e na identificação dos sinais e fatores risco das doenças mentais.

Taxas crescem mais entre homens jovens

De acordo com Neury José Botega, psiquiatra da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e coordenador da Comissão de Prevenção de Suicídio da ABP, as taxas de suicídio aumentaram 30% nos últimos 20 anos. Ele afirma que o problema cresce notadamente entre jovens e adultos jovens do sexo masculino. Nesse grupo (entre 15 e 29 anos de idade), o suicídio responde por 3% do total de mortes e se encontra entre as três principais causas de morte.

- Isso está aumentando porque os índices de depressão são cada vez maiores. Além disso, vivemos numa sociedade menos solidária, mais individualista e com mais competição.

O médico alerta ainda que o enfraquecimento do papel da família na sociedade, que representa proteção e segurança afetiva, além do aumento da dependência de drogas e álcool, também se reflete no agravamento do suicídio no Brasil.

A partir do Portal R7. Leia no original
Imagem: por MrClementi

HOMOFOBIA E VIOLÊNCIA ANDAM JUNTAS

11/04/2010
Na última semana, um aluno de biologia da USP, homossexual, foi atacado em uma festa promovida pela ECA (Escola de Comunicações e Artes).

Henrique Peres Andrade, 21, estava abraçado ao namorado quando foi agredido com socos, pontapés e copos por três rapazes. A notícia foi publicada aqui na Folha, na última terça.

É claro que em uma festa não é possível controlar o comportamento de todo o mundo. Mas chama a atenção o fato de que o local deveria estar sendo frequentado basicamente por universitários, supostamente pessoas mais esclarecidas.

Supostamente, já que diploma não vacina ninguém contra a ignorância do preconceito e a brutalidade de qualquer agressão!

Chama ainda mais a atenção que isso aconteça em São Paulo, cidade que tem liderado uma série de mudanças de comportamento, principalmente entre os jovens.

Aqui, a Parada Gay se tornou uma festa popular, frequentada por pessoas de diversas orientações sexuais, celebrando a liberdade e o respeito.

Na avenida Paulista, vários casais de jovens gays andam de mãos dadas e se beijam nos cafés, sem despertar maior interesse. Fica a impressão de que a população entendeu que cada um tem o direito de ficar com quem bem entende.

Infelizmente, esse novo episódio (que não é um fenômeno isolado) mostra o contrário. A homofobia, o preconceito e a violência parecem ficar sempre à espreita. É uma pena! Um retrocesso.

Mesmo retrocesso que você deve ter percebido na reta final das eleições de 2010.

Ao ler este texto, nosso futuro presidente já terá sido escolhido. Pena que os dois candidatos passaram boa parte do tempo desqualificando o adversário em vez de construir um discurso mais propositivo. Preconceito, violência e desqualificações não fazem a sociedade melhor. O que você acha?

OS ESTUDANTES E A HOMOSSEXUALIDADE

11/04/2010
ÓDIO NA ESCOLA

Alunos que concordam com as seguintes afirmações:

26,6%
"Eu não aceito a homossexualidade"

25,2%
"Pessoas homossexuais não são confiáveis"

23,2%
"A homossexualidade é uma doença"

21,1%
"Os alunos homossexuais não são alunos normais"

17,6%
"Os alunos homossexuais deveriam estudar em salas separadas"

Fonte: Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em
estudo de maio de 2009 realizado em 500 escolas públicas brasileiras

PRECONCEITO LEVA JOVENS HOMOSSEXUAIS AO SUICÍDIO

11/03/2010
O namorado de Paulo, 20, pulou do sétimo andar
"Eu sempre fui o melhor em tudo", diz Geraldo*, 19. Aluno dedicado e filho comportado, o garoto entrou em crise quando descobriu que é gay. "Vi que não seria o melhor em alguma coisa", diz.

De tanto ouvir que sua vida estava errada, ele acreditou. Há um ano, injetou ar no braço, à espera da morte. Foi socorrido no hospital.

A história de Geraldo é semelhante à de quatro adolescentes norte-americanos que se mataram em setembro passado, alertando o país inteiro para um tipo de preconceito que pode ser fatal.

As mortes levaram o presidente Barack Obama a gravar um vídeo para o site It Gets Better (isso melhora, em português). A campanha reúne depoimentos cuja mensagem é simples: ser gay não é errado.

Ainda assim, os homossexuais são uma minoria que sofre discriminação. Às vezes, a níveis insuportáveis.

Foi assim com o estudante de biologia Henrique Andrade, 21, que no dia 22 foi chamado de "bicha" durante uma comemoração de alunos da USP. "Falaram que eu estava manchando a festa." Ele levou chutes e socos.

"A homofobia está na sociedade e faz com que o gay ache que ele vale menos do que os outros", explica Lula Ramires, coordenador do Grupo Corsa (corsa.wikidot.com), que defende a diversidade sexual. A discriminação surge como ingrediente-chave nas pesquisas que apontam para a relação entre homossexualidade, juventude e suicídio.

O bullying pode causar o que os psicólogos chamam de "egodistonia" -alguém não gostar de como é.

"É um sofrimento muito grande se sentir fora da norma", diz Alexandre Saadeh, psiquiatra do Hospital das Clínicas. "A discriminação, para alguém que é humilhado em casa, por exemplo, pode se tornar insuportável."

PAIS & AMIGOS

A aceitação ou não dos pais é um fator de peso, segundo Miguel Perosa, professor de psicologia da PUC-SP.

"O jovem pode sentir que não pertence a esse mundo que o discrimina", afirma.

"Suicídio passa pela minha cabeça todos os dias, está cada vez mais difícil", desabafa o técnico em farmácia Caio*, 22. Demitido na semana passada, ele diz que foi dispensado porque é gay. Nos corredores, ouvia colegas o chamarem de "veado".

"Me faz querer dar um fim a isso", diz. "Eu respiro fundo, mas o pensamento é forte." Há três anos, ele tomou veneno. Mas sobreviveu.

Psicólogos recomendam que jovens com ideias suicidas busquem ajuda profissional imediatamente. Amigos devem ficar por perto.

Outra sugestão é procurar entidades como o GPH (Grupo de Pais de Homossexuais, www.gph.org.br), que faz reuniões quinzenais para ouvir jovens gays.

Apesar de nunca ter tentado se matar, Paulo Souza, 20, participou desses encontros.
Há quatro anos, ele perdeu o namorado e amigo de infância que, aos 19 anos, pulou do sétimo andar.

"Ele achava que não tinha futuro sendo gay", conta.

Sucesso e felicidade, no entanto, independem de orientação sexual. Entre gays assumidos estão Ian McKellen, um dos mais premiados atores britânicos (o Gandalf de "O Senhor dos Anéis") e Klaus Wowereit, prefeito de Berlim. O ator brasileiro e gay assumido Evandro Santo, 35, diz que nunca pensou em suicídio. Famoso pelo papel de Christian Pior no "Pânico na TV", ele foi expulso de casa quando era adolescente.

"Sobrevivi por um sentimento de vingança. Queria ficar vivo para as pessoas verem que eu seria famoso."

VAI MELHORAR

A organização do It Gets Better calcula que os vídeos da campanha já tenham sido vistos 15 milhões de vezes.

"Estamos decolando!", comemora o coordenador Scott Zumwalt, que trabalhou na campanha de Obama -e conseguiu a assinatura da republicana Laura Bush para a petição contra o bullying. Está sendo negociado um domínio brasileiro na internet para uma possível versão em português do site.

FATORES DA MORTE ENTRE JOVENS

11/03/2010
EQUAÇÃO DA MORTE
Em 2008, 711 brasileiros entre dez e 19 anos se suicidaram; não há números específicos sobre gays

Suicídio é a quarta maior causa externa de morte de jovens entre 15 e 19 anos (a primeira é homicídio)

Estima-se que o número de tentativas de suicídio supere o número de suicídios em pelo menos dez vezes

FATORES INTERLIGADOS
Pesquisas americanas mostram uma relação entre adolescência, homossexualidade e suicídio

Jovens gays são de duas a três vezes mais propensos a tentar o suicídio quando comparados a jovens heterossexuais

SUGESTÕES PARA LIDAR COM O BULLYING

11/03/2010
QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA

1 - Há situações em que é melhor não mencionar que você é gay. Se você pressente uma reação negativa, avalie se vale a pena se abrir

2 - Em caso de bullying na escola, procure o diretor ou um professor. Denuncie a discriminação. É difícil, mas necessário

3 - Ser gay não é bom nem ruim. Não determina caráter

4 - O autopreconceito pode ser pior do que o preconceito dos outros

5 - Amigos devem acolher, compreender, aceitar e respeitar sua sexualidade

Fontes: André Fischer (do portal Mix Brasil),
Miguel Perosa (professor de psicologia daPUC-SP), e
Alexandre Saadeh (psiquiatra do Hospital das Clínicas)
 
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